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		<title>Natal</title>
		<link>http://saniplan.com.br/events/natal/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 13:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dizain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Events]]></category>

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		<description><![CDATA[Então é natal!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então é natal!</p>
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		<title>Estudo clínico preliminar do uso tópico dos ácidos graxos  essenciais (AGE) em associações no tratamento do pé diabético</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 14:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dizain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[Este estudo clínico possui dois objetivos: O primeiro, de verificar a ação tópica dos ácidos graxos essenciais (AGE) em membros inferiores, de pacientes portadores de Diabetes Mellitus (MD), e o segundo, de avaliar a qualidade de um creme hidratante, Passionderme, que contém na sua formulação AGE em associações, além de outros componentes conhecidos, entre eles, alantoína, classificado pelo FDA (Food and Drug Administration), como ingrediente ativo protetor da pele categoria I, com proposição de ser proliferante celular, estimulante epitelial e um renovador de células mortas. Para este estudo, foram arrolados 51 pacientes diabéticos, sendo 44% do sexo feminino e 56% do sexo masculino, na faixa etária entre 40 e 75 anos, e tempo médio de diagnóstico de DM de 15,6 anos, todos apresentando quadro de anidrose e/ ou fissuras plantares. O estudo possibilitou verificar a ação hidratante e regeneradora dos AGE em associações, em membros inferiores de pacientes portadores de DM, além de analisar dados frequência quanto a complicações crônicas, alteração de arcos, anidrose, calosidades, erros de hábitos, lesões, etc, sinais estes tão presentes na anamnese desses pacientes, deixando aqui a proposição de se avaliar mais integralmente e em equipe multiprofissional, pacientes diabéticos, portadores do "Pé em Risco".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vera Lígia Coimbra Lellis*, Cristiane Suga**, Denise Brito**, Júlio Leite**, Liliane Gerevini**, Roseli Bueno**, Soraia Salles**, Sueli Silva**, Carlos Eduardo Lemos***</p>
<p>*Enfermeira e Podóloga, Coordenadora do Ambulatório do Pé Diabético do Hospital Brigadeiro e HC FM     USP, **Podólogos, Estagiários do Ambulatório do Pé Diabético do Hospital Brigadeiro, ***Biólogo e Fotógrafo Especialista, Diretor Técnico do SDC FM USP, Supervisor Administrativo do SDC FM USP.</p>
<p><strong>Palavras-chave: </strong>ácidos graxos essenciais, pé diabético.<strong> </strong></p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Ácidos graxos são os ácidos orgânicos presentes em todas as gorduras, animais e vegetais. Podem ser classificados em saturadas, monoinsaturados e poli-insaturados, dependendo do tipo de ligação química presente em cada um deles. O corpo humano tem a capacidade de sintetizar certos ácidos graxos saturados e monoinsaturados, porém, é incapaz de sintetizar os poli-insaturados, como ácido linoléico (C18: 2-n6) e o ácido alpha-linolênico (C18: 3n3). Esse dois ácidos graxos, por exercerem funções importantes no organismo humano, são denominados de essenciais e estão divididos em duas famílias distintas: Ômega-6 (n-6) e Ômega-3 (n-3). E como são os únicos não sintetizados pelo organismo, devem ser obtidos através de alimentos de origens animais e vegetais.</p>
<p>Doenças do coração, desordens neurológicas (neuropatia diabética) e processos inflamatórios e imunológicos, podem, também, estar associados à deficiência de ácidos graxos assenciais (AGE).</p>
<p>Deficiências no suprimento de AGE (ou no seu metabolismo), acarretam vários sintomas como eczemas de pele, astenia, alopecia, diabetes, distúrbios de comportamento, artrites e reumatismo, retardo na cicatrização de feridas, degeneração de fígado e rins, desidratação cutânea (diminuindo a proteção natural a agentes bacterianos) e problemas circulatórios e cardíacos.</p>
<p>Através de uma ação enzimática, o organismo humano converte os AGE em cadeias poli-insaturadas mais longas, com importantes funções nas células do cérebro, nas terminações nervosas, nos orgãos sensoriais, nas glândulas supra-renais e em todas as células.</p>
<p>Os AGE tornam mais flexíveis as hemácias do sangue, promovendo uma fluidez sanguínea, resultando em uma melhor oxigenação e nutrição dos tecidos.</p>
<p>Os AGE, em níveis normais, atuam como elementos de comunicação entre células, são precursores de certas prostaglandinas, controlam o nível de colesterol, equilibrando-os, e favorecem a permeabilidade da pele.</p>
<p>Os ácidos graxos poli-insaturados são substâncias básicas para o organismo humano sintetizar os lipídios dérmicos (ceramidas) e membranas celulares (fosfolipídios), como hormônios e autocóides (prostaglandinas).</p>
<p>Os AGE, quando aplicados topicamente, trazem como vantagens:</p>
<ul>
<li>Aumento da elasticidade da pele.</li>
<li>Redução da perda de água transepidermal.</li>
<li>Aumento da função protetora da pele.</li>
<li>Proteção contra o ressecamento e a perda de maciez.</li>
</ul>
<p>A pele é o maior órgão do corpo humano, cujos tecidos estão em constante recomposição. Os AGE, desempenham papel importante no processo de regeneração da pele lesionada ou com alteração na sua integridade. Os AGE de cadeia longa Ômega 3 (C20: 4), atuam como mediadores que estimulam a resposta inflamatória e agem como agentes quimio-táxicos. A presença dos AGE, desencadeia um processo enzimático que estimula a produção de prostaglandinas (PGE1 e PGE2), resultando na produção de colagenase, elemento essencial no processo de cicatrização.</p>
<p>Este estudo clínico, mediante o exposto, tem como finalidade verificar objetivamente, através de análise e documentação, o uso tópico de um produto que contém, na sua formulação, os AGE soa a forma de triglicerídeos de óleos vegetais, alantoína, vitamina E e vitamina B5, além de outros componentes, em membros inferiores (pés), de pacientes portadores de Diabetes Mellitus (DM).</p>
<p>Este estudo foi desenvolvido no Hospital Brigadeiro /SUS/SP, no Ambulatório de Podologia, e para tanto foram arrolados 51 pacientes com presença de anidrose e/ou fissuras, que foram analisados e fotografados.</p>
<p>O trabalho foi realizado em um período de 45 dias, sendo dividido em duas fases: Na primeira, com o uso diário do creme hidratante, e na segunda, sem o uso do hidratante.</p>
<p><strong>Metodologia</strong></p>
<p>A pesquisa teve a duração de 45 dias. Nesse período os pacientes foram avaliados quinzenalmente e documentados (fotografados).</p>
<p><em>O trabalho foi dividido em duas etapas</em></p>
<p>A primeira, com duração de 30 dias, período em que o paciente fez uso do creme hidratante Passionderme, 2 vezes ao dia, nos pés. E a segunda, de 15 dias, em que o paciente foi orientado a interromper o uso do hidratante passionderme e a não utilizar qualquer outro creme ou loção.</p>
<p>Na primeira avaliação (marco zero), foi aplicado um protocolo de avaliação e feita uma documentação fotográfica em cada um dos pacientes, que receberam as seguintes instruções:</p>
<ul>
<li>Parar com qualquer outro creme ou loção que estivesse utilizando.</li>
<li>Aplicar o creme hidratante Passionderme, 02 vezes ao dia, nos pés.</li>
<li>Retornar a cada 15 dias, para ser avaliado e documentado.</li>
<li>Não alterar os seus hábitos, como tempo e temperatura do banho, andar descalço, uso de meias, sapatos abertos ou fechados, etc.</li>
<li>Que o produto não era uma medicação e sim um cosmético.</li>
</ul>
<p>A cada retorno quinzenal (marcos 1 e 2), foram avaliados: textura da pele (turgor), evolução do ressecamento e/ou fissuras, referências citadas pelo paciente quanto à melhora pós-uso do produto, comparação com os outros hidratantes que tenham usado anteriormente, além de registro do caso pesquisado e anteriormente, além de registro do caso pesquisado e realização do tratamento podológico completo necessário.</p>
<p>Todos os podólogos aixiliares da pesquisa receberam um plano de trabalho, para que as informações ficassem uniformizadas.</p>
<p>Após 30 dias, iniciou-se a segunda etapa do tarbalho. Os pacientes foram orientados a cessar o uso do produto, retornando em 15 dias, sem  o uso de qualquer outro hidratante, para serem avaliados pela última vez (marco 3), finalizando a pesquisa.</p>
<p><strong>Resultados</strong></p>
<p>1. Após 15 dias de uso diário do hidratante Passionderme foi constatado o seguinte resultado:</p>
<p><em>Textura da pele</em></p>
<ul>
<li>85% dos pacientes apresentaram melhor textura da pele.</li>
<li>15% dos pacientes apresentaram textura da pela inalterada.</li>
</ul>
<p><em> Ressecamento e/ou fissuras da pele</em></p>
<ul>
<li>70% dos pacientes com ressecamento e/ou fissuras apresentaram melhora do quadro.</li>
<li>30% dos pacientes com ressecamento e/ou fissuras apresentaram acentuada melhora no quadro.</li>
</ul>
<p><em> Quanto ao uso do produto </em></p>
<ul>
<li>40% dos pacientes se declararam satisfeitos com o produto, quanto à facilidade de aplicação, odor e tratamento (hidratação e fissuras).</li>
<li>57% dos pacientes se declararam muito satisfeitos com o produto, quanto à facilidade de aplicação, odor e tratamento (hidratação e fissuras).</li>
<li>3% dos pacientes de declararam indiferentes com relação a outros hidratantes.</li>
</ul>
<p>2. Após 30 dias de uso diário do hidratante Passionderme,foi constatado o seguinte resultado.</p>
<p><em> Textura da pele </em></p>
<ul>
<li>90% dos pacientes apresentaram melhor textura na pele.</li>
</ul>
<p><em> Ressecamento e/ou fissuras da pele</em></p>
<ul>
<li>Todos os pacientes que haviam apresentado anteriormente melhora acentuada no quadro de ressecamento e/ou fissuras, mantiveram ou melhoraram o quadro.</li>
</ul>
<p><em> Quanto ao uso do produto</em></p>
<ul>
<li>20% dos pacientes de declaram satisfeitos com o produto, quanto à facilidade de aplicação, odor e tratamento (hidratação e fissuras).</li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<ul>
<li>77% dos pacientes de declaram muito satisfeitos com o produto, quanto à facilidade de aplicação, odor e tratamento (hidratação e fissuras).</li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<ul>
<li>3% dos pacientes mantiveram sua indiferença com relação a outros hidratantes.</li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<p>3. Nos 15 dias finais, quando os pacientes foram orientados a descontinuar                          o uso de qualquer produto, foi constatado o seguinte resultado.</p>
<ul>
<li>70% dos pacientes apresentaram manutenção da melhora na textura da pele.</li>
</ul>
<ul>
<li>30% dos pacientes apresentaram moderada regressão na textura da pele e nos sinais de ressecamento, sugerindo que houve uma regeneração celular em grande parte dos casos.</li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<p><strong> Conclusão</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Através da análise dos resultados observados, podemos obter informações    importantes, que nos sugere que a ação hidratante e regenerada dos AGE em   associações, em membros inferiores de pacientes diabéticos e portadores do “Pé    de Risco”, é satisfatoriamente verificável, como podemos constatar através da observação clínica e documental.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal. Consenso Internacional sobre Pé Diabético. 2001.</p>
<p>Bowker JH, Pfeifer MA. O pé diabético. São Paulo: Dilivros; 2002. p.198 – 212.</p>
<p>Campbell DR et al. Tratamento do pé diabético. 6ª ed. São Paulo: Interlivros; 1996.</p>
<p>Krasner D, Kane D. Chronic Wound Care: A Clinical Source Book For Health Care Professional. Health Management Publications; 1997.</p>
<p>Erasmus U. Fats that heal fats that kill. Canadá: Alive Books; 1993 Horribin, David F.; Clinical applications of n-6 Essential Fatty Acids: Atopic eczema and inflammations, Diabetic Neuropathy and Retinopathy, Breast Pain and Viral Infections. Third International  Congress of Fatty Acids. Adelaide, Australia: American Oil Chemists’ Society; 1992.</p>
<p>Dowing D. Metabolism of Linoleate in the Epidermis. Third International Congress of Fatty Acids, Adelaide, Australia: American Oil Chemists’ Society; 1992.</p>
<p>Ziboh V, Yunhi C. Metabolism of Essential Fatty Acid in the Skin. Third International Congress of Fatty Acids. Adelaide, Autralia: American Oil Chemists’ Society; 1992.</p>
<p>Poisson P, Miomouni V, Narce M, Chanussot B, Ulmann L, Huang YS, Horrobin DF. Long-Chain Fatty Acid Metabolism in Genetic Diabetes. Third International Congress of Fatty Acids. Adelaide, Australia: American Oil Chemists’ Soiety; 1992.</p>
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		<title>Utilização de ácidos graxos essenciais em deiscências de feridas cirurgicas em pediatria</title>
		<link>http://saniplan.com.br/publicacoes/utilizacao-de-acidos-graxos-essenciais-em-deiscencias-de-feridas-cirurgicas-em-pediatria/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 14:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dizain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[O estudo relata a experiência da utilização de ácidos graxos essenciais (AGE) em deiscências de feridas cirúrgicas em Pediatria. Nos quatro casos estudos, observou-se boa evolução da cicatrização, mostrando que o produto pode ser adequado no tratamento desses tipos de lesões. Quanto ao procedimento do curativo com esse produto, é de fácil execução, podendo ser realizado com facilidade pelos familiares após alta. Além dessas características, promove o conforto do paciente, por não causar reação local e reduz a aderência da cobertura à ferida, evitando, assim, traumas ao tecido de granulação na retirada do curativo. As autoras recomendam a realização de novos estudos comparativos que possam comprovar a eficácia do produto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descritores:</strong> AGE, Curativos, Deiscências de feridas Cirúrgicas.</p>
<p><strong>SUMARY</strong></p>
<p>The present study focuses on the use of essential fatty acids in surgical wound dehiscences in the Pediatric Surgery Nursery. Good healing evolution has been noted in the four patients included in this study, thus showing that essential fatty acids may be na adequate treat of this sort of wound. The wound care procedure is quite simple and may be performed by the patients relatives after hospital discharge. It does not lead to skin reactions and prevents adhesion of the wound secretions to the drapes thus preventing skin trauma by the time they are removed.</p>
<p><strong>Descriptors:</strong> Essential Fatty Acids, Wound Care, Surgical Wound Dehiscences.</p>
<p><strong>* Enfermeira Estomaterapeuta, Supervisora da Seção Hospitalar da Unidade de Cirurgia Pediátrica do ICR &#8211; HCFMUSP.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> **  Enfermeiras da Unidade de Cirurgia Pediátrica do ICR-HCFMUSP.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> *** Enfermeira Especialista em Neonatologia. Enfermeira da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal –                                             Ucine &#8211; ICR-HCFMUSP. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Com os novos conceitos no tratamento de feridas, tornou-se necessário rever as práticas tradicionais, no que se refere aos anti-sépticos e às técnicas de limpeza e cobertura das feridas na nossa prática hospitalar.</p>
<p>A utilização de anti-sépticos tem por objetivo controlar a proliferação bacteriana, ou seja, a infecção. Embora ocorra redução de microorganismos, essas soluções devem ser avaliadas em relação à sua toxicidade às células responsáveis pela cicatrização.</p>
<p>O polivinilpirrolidona-iodo a 10%, que contém 1% de iodo livre, é citotóxico para os fibroblastos; retardando a epitelização e diminuindo a força tensil da ferida. Para poder ser utilizado, esse iodo necessita ser diluído a 0,001%, o que compromete a sua eficiência. Outros aspectos negativos têm sido apontados para a não utilização de anti-sépticos, como sua atividade reduzida na presença de matéria orgânica, produção de efeitos sistêmicos indesejáveis ou irritação e reação alérgica.</p>
<p>Os antibióticos tópicos por sua vez não devem ser administrados, a não ser que haja uma indicação precisa, pois têm várias desvantagens como a sensibilização cutânea, o desenvolvimento de resistência bacteriana, a inibição do processo de cicatrização e a inativação do antibiótico pela matéria orgânica da ferida.</p>
<p>A limpeza da ferida deve ser realizada de modo a não causa danos ao tecido viável. Para tanto, recomenda-se que seja utilizada limpeza das feridas com solução de SF 0,9% em jato, aquecida a 37°C, para que não prejudique o processo de cicatrização. Assim, atualmente a solução salina 0,9% é o único agente de limpeza totalmente seguro e constituí o tratamento de escolha para a maioria das feridas.</p>
<p>Como a técnica e o produto utilizados na limpeza da ferida influenciam na cicatrização, as coberturas têm sua indicação precisa e devem-se adequar às condições da lesão para que possa proporcionar uma cicatrização mais efetiva.</p>
<p>Estudos têm mostrado que mantendo a umidade na superfície da ferida a epitelização ocorre duas vezes mais rápido. Isso ocorre, pois as células epiteliais podem deslizar pela superfície da ferida, enquanto nas feridas expostas elas se movimentam por baixo da crosta, da exsudação seca das camadas de células ressecadas para encontrar uma camada úmida. Outros benefícios são citados, como a diminuição da dor local proporcionado pelo ambiente úmido, provavelmente porque as extremidades do nervo mantêm-se hidratadas.</p>
<p>Esses conhecimentos têm fundamentado o desenvolvimento de diversos produtos que têm buscado atender as características de um curativo ideal, definidas por Turner em 1982 e citadas por Dealey: manter alta umidade na interface ferida/curativo; remover o excesso de exsudação; prevenir a contaminação bacteriana; ser isento de partículas e tóxicos contaminantes da ferida; fornecer o isolamento térmico; permitir sua remoção sem causar trauma à ferida.</p>
<p>Embora vários produtos estejam disponíveis no mercado, não existe um curativo ideal que atenda a todos esses requisitos.</p>
<p>O objetivo desse relato é apresentar alguns casos de deiscências de feridas cirúrgicas em crianças e tratados com AGE. Os AGE são produtos originados de óleos vegetais poliinsaturados, e são encontrados nos lipídios estruturais das células. Esses não são sintetizados pelo organismo, pois os mamíferos não possuem as enzimas necessárias para produzi-los, portanto, devem obté-los de fontes vegetais. Os ácidos linoleico são considerados os únicos ácidos graxos conhecidos como essenciais e mais importantes para o homem e para a nutrição de muitas espécies de animais, especialmente o lactante humano. Os AGE têm importante papel no transporte e metabolismo das gorduras e na manutenção da função e integridade estrutural das membranas celulares.</p>
<p>Os AGE têm excelente absorção para uso tópico, formando uma película, prevenindo escoriações devido à alta capacidade de hidratação e proporcionando nutrição celular local; e quando usados em lesões epidêmicas, possuem grande capacidade de regeneração tissular.</p>
<p>Os compostos formados por dioxigenação de ácidos graxos representam papel fundamental nos processos de inflamação e proliferação celular, por serem, agentes quimiotáxicos poderosos, pois provocam o recrutamento de leucócitos para os locais de inflamação. O ácido linoleico é um mediador que acumula macrófagos e leucócitos e acelera o processo de cicatrização.</p>
<p>Hamu, Pinto e Chagas relatam três casos de lesões graves em que a incidência de infecção é muito alta e que foram tratados com um medicamento tópico á base de ácidos graxos e vitaminas A e E, com resultado surpreendente na cicatrização e restauração da pele.</p>
<p><strong>METODOLOGIA</strong></p>
<p>O trabalho foi desenvolvido em forma de estudo de caso, junto a quatro crianças em tratamento na Clínica Cirúrgica Pediátrica de um hospital público de ensino. Todos os casos, com exceção do primeiro, tratavam-se de crianças internadas.</p>
<p>Antes de dar início ao trabalho, os seguintes critérios foram atendidos:</p>
<ul>
<li>Consentimento prévio da mãe quanto ao tratamento      e tomada de imagens.</li>
<li>Esclarecimento da mãe quanto ao produto e ação.</li>
<li>Autorização do médico responsável pela criança.</li>
</ul>
<p>A equipe de enfermagem da clínica foi orientada e treinada quanto à técnica do curativo (material e procedimento), conforme descrito abaixo.</p>
<p>Técnica do curativo</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Material: luva, solução fisiológica a 0,9% a 37°C, agulha de grosso calibre, gaze rayon, gaze comum, fita crepe, fita adesiva e AGE.</p>
<p><strong>Procedimento</strong></p>
<ul>
<li>Lavar as mãos.</li>
<li>Calçar as luvas.</li>
<li>Retirar o curativo anterior, observando o      aspecto.</li>
<li>Irrigar a ferida com solução fisiológica 0,9%,      aquecida, em jato.</li>
<li>Retirar, se houver e quando possível, o tecido      desvitalizado crostas e fibrina.</li>
<li>Secar a região periferida.</li>
<li>Embeber a gaze rayon com o AGE e cobrir toda a      ferida.</li>
<li>Cobrir com gaze comum, como curativo      secundário.</li>
<li>Enfaixar o abdômen com atadura de crepe ou fixar      com micropore.</li>
</ul>
<p><strong>Freqüência de troca</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Os curativos foram realizados de acordo com a necessidade de cada caso, ou seja, dependendo do volume do exsudato, em média de duas vezes ao dia.</p>
<p>A evolução da ferida foi acompanhada diariamente por meio de:</p>
<ul>
<li>Observação direta da ferida e região periferida      quanto à cor, aspecto, presença de secreção e crosta.</li>
<li>Mensuração bidimensional, maior largura e maior      comprimento por trata-se de uma ferida rasa (primeiro caso).</li>
<li> Registro      fotográfico.</li>
</ul>
<p><strong>Resultados</strong></p>
<p>Em todos os casos estudados observamos que houve uma boa evolução da cicatrização. Notamos que o produto promove a limpeza da ferida, retirando a fibrina desvitalizada, evita a formação de crostas, acelerando o aparecimento de tecidos de granulação e contração da ferida.</p>
<p><strong>Primeiro caso</strong></p>
<p>Menor de 1 ano e 4 meses, do sexo masculino, submetido a transplante hepático e colocação da tela de Marlex pela impossibilidade de aproximação das bordas da pele. Obteve alta hospitalar, sendo acompanhado com retornos semanais.</p>
<p>No início, o curativo era realizado, cobrindo-se a ferida com gases secas, o que causava pequeno sangramento na retirada, devido à aderência destas à ferida.</p>
<p>Iniciamos o curativo com AGE, com ferida rasa de 16 cm de comprimento e 6 cm de largura. Quanto ao aspecto da ferida, apresentava-se com tecido de granulação, coberta por fibrina desvitalizada, sem sinais de infecção e presença de poucas crostas nas bordas da ferida.</p>
<p>No período de 30 dias, houve diminuição acentuada da área da ferida, diminuindo para medidas de 11,5 cm x 3,2 cm.</p>
<p>Após 70 dias de curativo com AGE, houve diminuição da área da ferida e bom aspecto desta, sendo colocada uma cobertura de idrocolóide. Esta permaneceu por uma semana, sendo observada cicatrização completa da ferida após a retirada.</p>
<p><strong>Segundo caso</strong></p>
<p>Menor de 4 meses de idade, sexo masculino, submetido à colectomia subtotal e ileostomia por enterocolite necrotizante. Na reconstituição de trânsito, apresentou peritonite fecal devido à estenose de sigmóide infra-anastomótico, o que resultou em nova ileostomia e deiscência total da ferida.</p>
<p>Houve um agravante por existir uma ileostomia muito próxima à ferida e o estoma, que dificultava a adequada adesão da bolsa e fixação do curativo.</p>
<p>Foi necessária a colocação de uma barreira protetora na região periferida para evitar lesão de pele pelo fluido proveniente da ferida.</p>
<p>Após 6 dias, houve grande diminuição da área da ferida, com presença de tecido de granulação e ausência de tecido desvitalizado.</p>
<p>Após 16 dias, com a ferida praticamente fechada, o paciente teve alta, com a orientação de manter curativo com AGE até a cicatrização.</p>
<p><strong>Terceiro caso</strong></p>
<p>Menor de 4 meses de idade, do sexo masculino, com diagnóstico de ânus imperfurado e atresia de esôfago sem fisícula, submetido à gastrostomia e esofagostomia. Apresentou deiscência da incisão cirúrgica no 7º pós-operatório. Foi colocada tela Marlex, porém, houve saída desta e formação de fístulas enterocutâneas no leito da ferida.</p>
<p>Esse caso apresentou maior dificuldade pela presença de fístulas enterocutâneas no leito da ferida.</p>
<p>Esse caso apresentou maior dificuldade pela presença de fístulas entéricas em número de três no leito da ferida, as quais drenavam fezes continuamente, dificultando a cicatrização.</p>
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		<item>
		<title>Os ácidos graxos e sua relação com a membrana celular e tecidos neurais</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 14:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dizain</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A membrana da célula apresenta uma função vital a muitos processos celulares, tais como o papel das enzimas e receptores da membrana no crescimento celular e a sinalização de uma célula para outra. Acredita-se que vários fatores estejam envolvidos na modulação da função da membrana celular, incluindo fatores dietéticos. Os ácidos graxos estão entre as várias (vitamina E, vitamina C, traços de metais, aditivos de alimentos, etc.) substâncias que podem influenciar a função da membrana celular. A função da membrana celular pode ainda ser influenciada, quer diretamente (por exemplo, por alteração de fluidez) quer indiretamente (por exemplo, por modulação da peroxidação lipídica da membrana mediada através dos radicais livres), podendo em dano oxidativo da membrana. A modulação da atividade das enzimas e receptores da membrana por componentes da dieta pode ser importante em condições patológicas, tal como câncer. Deve ser considerada a possibilidade de uma dieta adequada proteger a membrana celular contra o dano oxidativo, causado direta ou indiretamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>A membrana da célula apresenta uma função vital a muitos processos celulares, tais como o papel das enzimas e receptores da membrana no crescimento celular e a sinalização de uma célula para outra. Acredita-se que vários fatores estejam envolvidos na modulação da função da membrana celular, incluindo fatores dietéticos. Os ácidos graxos estão entre as várias (vitamina E, vitamina C, traços de metais, aditivos de alimentos, etc.) substâncias que podem influenciar a função da membrana celular. A função da membrana celular pode ainda ser influenciada, quer diretamente (por exemplo, por alteração de fluidez) quer indiretamente (por exemplo, por modulação da peroxidação lipídica da membrana mediada através dos radicais livres), podendo em dano oxidativo da membrana. A modulação da atividade das enzimas e receptores da membrana por componentes da dieta pode ser importante em condições patológicas, tal como câncer. Deve ser considerada a possibilidade de uma dieta adequada proteger a membrana celular contra o dano oxidativo, causado direta ou indiretamente.</p>
<p>Também é fundamental a importância dos ácidos araquidônico e docosahexacnóico nas células com membranas excitáveis.</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>A função da membrana celular é vital para os processos celulares normais, e é modulada por uma ampla gama de fatores. Vários componentes dietéticos podem influenciar características da membrana tais como fluidez, estabilidade, e susceptibilidade ao dano oxidativo. Existem inúmeros componentes dietéticos que atuam como moduladores da membrana celular e da sua susceptibilidade ao dano oxidativo: vitamina C, vitamina D, vitamina E, B-carotenos, flavonóides dietéticos, etc.</p>
<p>A composição da membrana e sua condição física são importantes, pois podem influenciar a conformação e a atividade de muitas enzimas e receptores de membrana envolvidos no sistema de mensageiros e sinalização celulares.</p>
<p>Dano oxidativo da membrana pode ocorrer via, por exemplo, partículas lipoprotéicas de mediato por radicais livres e implicado na carcinogênese.</p>
<p>Os ácidos araquidônico e docosahexaenóico são, por sua vez, fundamentais na fisiologia das membranas celulares do cérebro e outros tecidos neurais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>ESTRUTURA E FUNÇÃO DA MEMBRANA CELULAR</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As membranas celulares desempenham um papel de fundamental importância na estrutura e função da célula. Há várias membranas a serem consideradas:</p>
<p>- a membrana envolvendo a superfície externa da célula em contato com o plasma;</p>
<p>- a membrana que forma a superfície interna contínua da célula (retículo endoplasmático);</p>
<p>- a membrana que constituí a base estrutural de organelas intracelulares (mitocôndrias).</p>
<p>O lipídio dominante nas membranas celulares são fosfolipídios baseados no glicerol, com variadas cadeias laterais de ácidos graxos. Uma camada dupla fosfolipídica forma a estrutura básica de todas as membranas, e a presença de uma ampla gama de diferentes proteínas confere às membranas uma grande diversificação de funções.</p>
<p>A fluidez da membrana, por sua vez, depende da presença de cadeias laterais de ácidos graxos insaturados e poli-insaturados nas membranas lipídicas celulares. O aumento de colesterol e o conteúdo de ácidos graxos saturados na membrana reduzem a fluidez da mesma; o colesterol acentua a rigidez da membrana através da inibição da motilidade das cadeias acil (hidrocarbonadas).</p>
<p>A fluidez da membrana ainda apresenta uma forte influência sobre importantes funções da mesma, tal como sua conformação, e, consequentemente, a atividade das enzimas e receptores associados à membrana e envolvidos em funções, tais como sinalização da célula e captação de nutrientes.</p>
<p><strong>DISTRIBUIÇÃO DAS CLASSES LIPÍDICAS NAS MEMBRANAS CELULARES</strong></p>
<p>As membranas excitáveis presentes, principalmente, no sistema nervoso, apresenta um conteúdo elevado de ácidos graxos n-3. Estas membranas assim como outras membranas celulares no organismo, contêm quantidades significativas de fosfolipídios.</p>
<p>A classificação destes fosfolipídios baseia-se em seus grupos nas extremidades polares. Dentro de cada classe de fosfolipídios, diversos grupos moleculares podem ser distinguidos com base nos substitutos graxos acil presentes nas posições C¹ e C² da base glicerol. Ácidos graxos saturados ou mono-insaturados, tais como os ácidos palmítico, esteárico e oléico, estão usualmente presentes na posição Cp enquanto que ácidos graxos poli-insaturados, tais como os ácidos araquidônico (AA) e docosaliexaenóico (DHA), ocupam a posição C².</p>
<p><strong>ÁCIDO ARAQUIDÔNICO (AA) E ÁCIDO DOCOSAHEXAENPOICO (DHA)</strong></p>
<p>As membranas excitáveis contêm proporções diferentes de cada uma das classes dos fosfolipídios; entretanto, elas distiguem-se das outras membranas celulares pelo seu alto conteúdo de moléculas contendo DHA. O DHA é escasso em tecidos que não sejam neurais, ao passo que o AA está amplamente distribuído nas membranas celulares de todos os tecidos. Vale salientar que nas membranas sinápticas do cérebro, nos segmentos neurais e fotorreceptores da retina, o conteúdo de fosfolipídios DHA é elevado.</p>
<p>O ácido graxo n-3 originário do DHA é o ácido a-linolênico. Este ácido contém 18 carbonos e três ligações duplas (18:3, n-3), e é desaturado e prolongado para DHA com 22 carbonos e três ligações duplas; o ácido araquidônico, por sua vez, é derivado do ácido linoleico (18:2, n-6). Existem duas vias metabólicas distintas para desaturação e alongamento dos ácidos graxos essências n-3 e n-6.</p>
<p>Enquanto não há etapas metabólicas ligando os ácidos graxos n-3 e n-6, há uma competição entre eles pelo mesmo sistema enzimático da desaturação.</p>
<p>Há uma crescente evidência indicando que os ácidos graxos n-3 também sejam essências, visto que vários estudos em animais demonstram que a suplementação dietética com precursores dos ácidos graxos n-3 foi a única maneira de reverter alterações eletroretinográficas. Além disso, a ausência de ácidos graxos n-3 em estudos com animais também demonstrou reduzir a capacidade de aprendizado.</p>
<p>O DHA ou seus precursores são apenas parcialmente efetivos na substituição pelos ácidos graxos n-6 na prevenção ou reversão das manifestações da síndrome de deficiência dos ácidos graxos essências (crescimento retardado, insuficiência reprodutiva, anormalidade cutâneas, patologias renais e hepáticas).</p>
<p>Uma vez que as membranas fosfolipídicas do cérebro e das células nervosas da retina são ricamente constituídas por ácidos graxos poli-insaturados n-3, pode-se supor que os ácidos graxos apresentam funções similares nas sinapses nestes locais.</p>
<p>Estes papéis podem envolver efeitos estruturais: os ácidos graxos da membrana podem formar círculos ao redor dos receptores ou canais de íon, constituindo um ambiente hidrofóbico que pode contribuir para a modulação da fluidez da membrana.</p>
<p>O DHA pode afetar as membranas biológicas modulando a flexibilidade física da camada dupla fosfolipídica que constitui a membrana celular, e facilitando as alterações na espessura da membrana que forneceriam um ambiente adequado para alterações na conformação protéica.</p>
<p>Em mamíferos, o conteúdo de DHA no cérebro e retina mantém-se conservado quando o fornecimento dietético de DHA ou seus precursores é inadequado.</p>
<p>Apesar do mecanismo responsável por esta conservação não estar estabelecido, esta constância enfatiza a importância do papel do DHA nas funções cerebrais e retinianas. Os estudos ainda mostram que a ausência de ácidos graxos essências na dieta apresentam um maior efeito sobre os ácidos n-6 (AA) do que sobre o DHA; isto pode ocorrer porque a proporção de compostos n-6/n-3 na dieta parece ser mais importante do que o nível absoluto de composto n-3.</p>
<p><strong>NUTRIÇÃO MATERNA E PESO DO RECÉM-NASCIDO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Estudos com recém-nascidos de baixo peso mostram que os ácidos araquidônicos e docosahexaenóico no endotélio maternal/umbilical e sangue do cordão umbilical no parto apresentam uma forte correlação com o peso ao nascer. As evidências indicam ainda que os ácidos graxos n-3 e n-6 são limitantes para o crescimento cerebral intra-uterino, e que a integridade e a função neuronais podem ser permanentemente prejudicadas por déficit de ácidos graxos essências n-3 e n-6 durante a gestação e o período neonatal.</p>
<p>A análise do conteúdo de ácidos graxos essências nos fosfoglicerídeos materno/sangue do cordão umbilical mostram que níveis reduzidos de ácido araquidônico são associados com baixo peso ao nascer, circunferência craniana menor, e peso da placenta reduzida. Os achados sugerem ainda, apesar do ácido araquidônico poder estar relacionado com o peso ao nascer os níveis de ácidos docosahexaenóico relacionam-se mais com o grau de maturidade.</p>
<p>De maneira geral, os recém-nascidos de baixo peso podem nascer com uma história significativa de nutrição intra-uterina inadequada, o que poderia ser responsável por distúrbios ou susceptibilidade a distúrbios no período pós-natal.</p>
<p><strong>ÁCIDO DOCOSAHEXAENÓICO Vs. CÉLULAS NEURAIS E FOTORRECEPTORAS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Os processos pelos quais os ácidos graxos n-3 são fornecidos para o sistema nervoso central são desconhecidos; sabe-se apenas que estes processos dependem da idade e são influenciados por doenças.</p>
<p>Durante o período de desenvolvimento e diferenciação, quantidades muito elevadas de DHA são requeridas para a biogênese das membranas celulares, especialmente das membranas sinápticas e fotorreceptores. Após a diferenciação ter sido completada, provavelmente há um requerimento de manutenção do DHA, apesar da magnitude deste requerimento ainda não ter sido estabelecida.</p>
<p>O envelhecimento é caracterizado por reduções nas quantidades de DHA e ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa dentro da retina (há estudos sugerindo que ambos os ácidos sejam “lavados” para fora do ambiente retiniano pela corrente sanguínea, diminuindo assim a quantidade total no local).</p>
<p>Existem observações sugerindo que o fígado fornece a maior parte, se não o total, de DHA para o cérebro: quando o ácido linolênico é fornecido, o fígado e não o cérebro ou a retina é o principal local para sintetizar o DHA subsequentemente encontrado nestes tecidos excitáveis. Deve-se observar que a forma pela qual os ácidos graxos  n-3 chegam ao fígado, e o mecanismo através do qual são captados, ainda não são totalmente conhecidos.</p>
<p>Uma vez que as lipoproteínas estejam no sangue, elas são expostas a todos os tecidos. Entretanto, somente certos tecidos (cérebro, retina, tecidos nervosos em geral) demonstram um conteúdo muito elevado de DHA, indicando que captação das lipoproteínas carregando moléculas de DHA por estes tecidos-alvo poderia representar ainda uma outra etapa de controle no metabolismo deste ácido graxo.</p>
<p><strong>DANO OXIDATIVO DA MEMBRANA E RADICAIS LIVRES</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Radicais livres é qualquer espécie de radicais de existência independente que contêm um ou mais elétrons não-pareados. O possível dano causado pelos radicais livres nas células inclui dano oxidativo ás proteínas, membranas (lipídios e proteínas), e ao DNA.</p>
<p>A peroxidação lipídica é uma reação em cadeia mediada por radicais livres que pode ser iniciada por radicais -OH (hidroxil), e ataca ácidos graxos poli-insaturados nas membranas e partículas lipoprotéicas plasmáticas, resultando em dano oxidativo. A peroxidação lipídica também irá danificar as proteínas da membrana através de ataque dos radicais livres.</p>
<p>O dano oxidativo ao DNA modificação das bases do DNA mediada pelos radicais –OH.</p>
<p>As modificações na proteína incluem oxidação dos grupos tiol e, em particular, a geração de derivados carbonil dos resíduos de aminoácidos.</p>
<p>Um anti-oxidante é “qualquer substância que, quando presente em baixas concentrações em comparação àquelas de um substrato oxidável, retardam significativamente ou evitam a oxidação da substância”. Os substratos oxidáveis incluem DNA, lipídios, proteínas (incluindo das membranas e lipoproteínas), e carboidratos.</p>
<p>Um acúmulo lento de danos oxidativos contribui para o processo de envelhecimento e doenças relacionadas à idade, tal como o câncer. Quando ocorre um desequilíbrio, este é chamado de “estresse oxidativo”, este pode ser causado por depleção do nível de anti-oxidantes, por exemplo.</p>
<p>Os radicais livres foram implicados em cerca de 100 doenças, incluindo patologias cardiovasculares e câncer. Entretanto, em muitos casos, eles não são as principais causas da doença, mas sim uma conseqüência e um fator complicante da patologia subjacente, levando à peroxidação lipídica como conseqüência mais do que como causa do dano celular.</p>
<p><strong>INFLUÊNCIAS DIETÉTICAS SOBRE O DANO OXIDATIVO DA MEMBRANA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Um grande número de componentes da dieta pode influenciar a susceptibilidade da membrana ao dano oxidativo, tanto in-vitro quanto in-vivo.</p>
<p>Em ratos, uma dieta rica em ácidos graxos poli-insaturados demonstrou aumentar a formação de peróxidos lipídicos no fígado, sugerindo um aumento na peroxidação lipídica da membrana. Estes dados apóiam as propostas de uma ingestão aumentada de anti-oxidantes acompanhando o aumento da ingestão de ácidos graxos poli-insatutados, para se obter a sugerida influência benéfica destes ácidos graxos contra doenças cardíacas.</p>
<p>A auto-oxidação de monossacarídeos é um processo de transição catalisado por metais e que gera produtos de peróxido de hidrogênio altamente reativo: por sua vez, estes produtos podem modificar as proteínas. Desta maneira, este processo poderia causar dano às membranas, sugerindo que um excesso de glicose e outros monossacarídeos na dieta pode ser deletério.</p>
<p>Existem estudos indicando que a ingestão de uma grande quantidade de vitamina C na dieta poderia proteger as membranas e outros componentes celulares contra o dano oxidativo. Também foi reportado que a suplementação de B-carotenos reduz a peroxidação lipídica in-vivo. A vitamina D, por sua vez é um anti-oxidante de membrana que inibe a peroxidação lipídica em modelos in-vitro e in-vivo.</p>
<p>Os flavonóides, tais como quercetina e mirecetina, demonstram inibir a peroxidação lipídica da membrana celular, também o zinco, o selênio, e os íons de cobre demonstram atividade anti-oxidante em modelos animais.</p>
<p><strong>INFLUÊNCIAS DIETÉTICAS SOBRE A FLUIDEZ DA MEMBRANA</strong></p>
<p>A modulação da fluidez da membrana pode causar alterações na função da mesma, tais como acesso às enzimas e receptores de membrana e a capacidade de sua ativação. A peroxidação lipídica da membrana resulta na perda de ácidos graxos poli-insaturados, redução de fluidez da membrana, e graves alterações estruturais resultando na perda de atividade dos receptores e enzimas. Um dano direto das proteínas de membrana pelos radicais livres podem também acorrer como resultado da peroxidação lipídica.</p>
<p>Alguns anti-oxidantes de membrana parecem inibir a peroxidação lipídica através de um mecanismo que parece envolver, pelo menos em parte, uma fluidez de membrana reduzida.</p>
<p>Os componentes dietéticos que alteram a fluidez da membrana, quer diretamente por interação com a membrana quer indiretamente por interação na susceptibilidade à peroxidação lipídica, podem também influenciar a sinalização celular, isto se torna particularmente importante em patologias como o câncer.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Foi sugerido que a captação de moléculas de droga pelas membranas lipídicas tem a possibilidade de alterar as propriedades físicas e função da membrana.</p>
<p>A membrana celular, como alvo para modulação dietética na prevenção de doenças, é uma área de pesquisa com imenso potencial para investigações futuras. A compreensão de maneira pela quais os fatores dietéticos podem influenciar as funções da membrana celular poderá ser grandemente auxiliada pelas determinações da relação estrutura-função, componentes da dieta-fosfolipídios, e componentes da dieta-interações protéicas.</p>
<p>Inúmeros pesquisadores estão tentando obter resposta às dúvidas sobre modulação da dieta vs. população mais saudável, e esperamos atingir este objetivo brevemente.</p>
<p><strong>Referências </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Wiseman, H. (1996). Dietary influences on membrane function: Importance</p>
<p>In protection against oxidative damage and disease. Nutritional</p>
<p>Biochemistry. 7:2-15</p>
<p>Bazan, N.G. (1990). Nutrition and the Brain. 8:1-24.</p>
<p>Cawford, M.A. Nutrition Reviews. 50(4):3-11.</p>
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		<title>Cuidados com a pele do idoso</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 14:48:42 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cuidados com a pele]]></category>

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		<description><![CDATA[O envelhecimento é um processo natural e inevitável para todos. Durante esse processo, a pele sofre algumas alterações tornando-se fina, menos hidratada e com elasticidade reduzida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-60 alignleft" title="veia" src="http://saniplan.com.br/wp-content/uploads/2011/02/veia.jpg" alt="" width="268" height="357" /></p>
<p>O envelhecimento é um processo natural e inevitável para todos. Durante esse processo, a pele sofre algumas alterações tornando-se fina, menos hidratada e com elasticidade reduzida. Por esses motivos, a pele do idoso torna-se sensível, necessitando de cuidados especiais.</p>
<p>Um dos fatores que contribuem para essas alterações é a radiação solar, que atua na pele causando desde queimaduras até o foto envelhecimento e aparecimento dos cânceres de pele. Assim é aconselhável que o idoso restrinja sua exposição ao sol e quando o fizer, esteja utilizando filtro solar para minimizar esses efeitos nocivos.</p>
<p>Outro cuidado importante é a manutenção da hidratação da pele. Especialistas desaconselham banhos quentes e uso de sabonetes que retiram a gordura natural da pele, contribuindo ainda mais para sua desidratação.</p>
<p>O uso diário de loções hidratantes é recomendado para a manutenção de uma pele saudável. Uma loção hidratante a base de ácidos graxos essenciais e vitaminas A e E, como o Saniskin, proporciona uma hidratação ampla,  e restaura o equilíbrio hidrolipídico da pele.</p>
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		<title>Rachaduras nos pés</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 14:47:46 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cuidados com a pele]]></category>

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		<description><![CDATA[Rachaduras ou fissuras nos pés são sinais de que está faltando hidratação na pele. Seu aparecimento pode ocorrer por vários motivos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-57" title="pe" src="http://saniplan.com.br/wp-content/uploads/2011/02/pe.jpg" alt="" width="269" height="358" /></p>
<p>Rachaduras ou fissuras nos pés são sinais de que está faltando hidratação na pele. Seu aparecimento pode ocorrer por vários motivos, tais como: defeitos ortopédicos, hereditariedade, alterações climáticas, conseqüência de psoríase, diabetes, doenças vasculares,  micose, agressões químicas, andar descalço e uso de calçados abertos nos calcanhares (sandálias) etc.</p>
<p>Esta alteração atinge principalmente as mulheres que fazem uso constante de sandálias, expondo os pés a agentes climáticos agressores, como o sol, poeira, chuva, vento, frio ou calor.</p>
<p>As fissuras calcâneas podem variar em espessura; algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos com sangramento devido ao espessamento e endurecimento da camada externa da pele (hiperqueratose) onde o tecido perde a elasticidade e abre pela pressão ao se movimentar. Essas feridas podem ser portas de entrada para fungos e bactérias, daí a importância de preveni-las.</p>
<p>Como evitar as rachaduras nos pés? Tente não usar lixas e abuse dos cremes hidratantes, como o Saniskin, que por ter em sua composição os ácidos graxos essenciais e vitaminas, promove uma hidratação ampla e duradoura,  melhorando também o aspecto estético de sua pele.</p>
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		<title>Prevenção de assaduras em bebês.</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 13:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dizain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuidados com a pele]]></category>

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		<description><![CDATA[Também conhecidas como "Dermatite Irritativa de Fraldas", as assaduras são dermatites inflamatórias, que ocorrem comumente em toda a área de contato com a fralda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-54" title="bebe" src="http://saniplan.com.br/wp-content/uploads/2011/02/bebe.jpg" alt="" width="270" height="350" /></p>
<p>Também conhecidas como “Dermatite Irritativa de Fraldas”, as assaduras são dermatites inflamatórias, que ocorrem comumente em toda área de contato com a fralda e, freqüentemente, acometem cerca de 35% das crianças de até 2 anos de idade, assim como adultos com incontinência fecal ou urinária, que utilizam fraldas.</p>
<p>Os principais fatores desencadeantes das assaduras são: umidade excessiva na pele, o contato com substâncias irritantes presentes nas fezes, fricção e uso de sabões/detergentes inadequados.</p>
<p>Esta dermatite se caracteriza pelo aparecimento de vermelhidão, inchaço discreto da pele e pode evoluir com pequenas erosões, bolhas, ulcerações (feridas), que causam mal estar e desconforto para o bebê.</p>
<p>Como medidas preventivas, podemos citar a troca freqüente das fraldas, principalmente nos primeiros meses de vida, quando a criança urina e evacua com maior freqüência. Além disso a mamãe deve evitar fricção na pele do bebê, especialmente ao retirar resíduos de pomadas que aderem excessivamente à pele. O uso indiscriminado de sabões também deve ser evitado.</p>
<p>O uso tópico de produtos a base de Ácidos Graxos Essenciais associados a vitaminas A e E, pode ser um importante aliado na prevenção das assaduras.</p>
<p><a href="http://saniplan.com.br/wp/produtos/dersani-baby/"><img class="alignnone size-full wp-image-243" title="banner_interno02b" src="http://saniplan.com.br/wp-content/uploads/2011/02/banner_interno02b.jpg" alt="" width="861" height="143" /></a></p>
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