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  • Obesos têm menos bactérias intestinais (O Globo) +

    29/08/2013 - Trilhões de bactérias vivem no intestino humano, e elas têm uma função importante no equilíbrio do corpo. Dois estudos publicados ontem na revista “Nature” mostram que a diversidade e a quantidade destes micro-organismos é menor em pessoas obesas do que com peso normal e que algumas espécies delas servem de marcadores para o risco de doenças relacionadas à obesidade.

    - Isto é totalmente novo. Estamos abrindo caminho para testes simples de diagnóstico - defende um dos autores, Dusko Ehrlich, do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola, na França. - Observando apenas seis espécies de bactérias, podemos dizer quem tem alto risco de ter doenças relacionadas à obesidade com 95% de precisão.

    Quanto maior a diversidade da microbiota, mais forte é o sistema imune, além de maior a produção de vitaminas e de substâncias bioativas que penetram na corrente sanguínea. Fatores genéticos podem influenciar na composição, afirmam cientistas, mas Ehrlich diz que o estilo de vida é também importante. Ele mostra que a dieta rica em fibra, com frutas e vegetais, pode recuperar o equilíbrio das bactérias.

    - Demonstramos que a nutrição diminui esse risco, aumentando a riqueza de bactérias. Também abrimos caminho para a produção de probióticos que ajudem na luta contra o ganho de peso - afirmou.

    Outro estudo, da Universidade de Copenhague, fez análises genéticas destes micro-organismos e mostrou que pessoas com menor quantidade e diversidade deles são mais obesas do que as demais. Nelas, há ainda o predomínio de bactérias que causam inflamações no trato digestivo, o que afeta o metabolismo e aumenta o risco de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares.

    - Notamos que se a pessoa pertencer ao grupo de pessoas com menor diversidade da macrobiota e já desenvolveu a obesidade, poderá ganhar mais peso ao longo dos anos - acrescentou Oluf Pedersen. - Não sabemos o que vem antes, o ovo ou a galinha, mas é um ciclo vicioso que ameaça a saúde.

    Segundo o pesquisador, o estudo vai além da compreensão da obesidade e mostra que 23% da população, seja o magro ou o obeso, têm pouca diversidade e quantidade de bactérias. Estas pessoas têm mais inflamações, maior resistência à insulina e elevado nível de gordura no sangue, o que, naturalmente, aumenta o risco de doenças relacionadas à obesidade.

    - Os estudos reforçam a importância da dieta. Se como mais alimentos calóricos, ganho peso e, ao mesmo tempo, tenho um desequilíbrio da microbiota intestinal, o que pode agravar o problema - explicou Erasmo Trindade, que faz pesquisa semelhante na Universidade Federal de Santa Catarina.
  • Mulheres terão limites mais rígidos para colesterol 'ruim' +

    17/08/2013 - As metas para os valores máximos de colesterol LDL, o famoso colesterol "ruim", vão ficar mais rígidas para boa parte dos brasileiros, em especial para as mulheres.

    As novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o controle dos níveis de colesterol e a prevenção das doenças cardiovasculares vão encaixar mais delas no perfil de alto risco para problemas cardíacos.

    Hoje, de acordo com as orientações da entidade, as mulheres são classificadas dessa forma quando têm uma probabilidade de mais de 20% de sofrer algum evento cardiovascular, como infarto, derrame e insuficiência cardíaca, nos dez anos seguintes. Agora, uma chance maior do que 10% de problemas vai acender o sinal amarelo no consultório médico.

    Essa probabilidade de risco é calculada de acordo com fatores como idade, tabagismo, histórico de doenças cardíacas e histórico familiar, diabetes, entre outros.

    "O maior impacto da mudança será entre as mulheres com mais de 45 anos. O risco das mulheres a partir da menopausa está aumentando. Elas estão chegando nesse patamar mais gordas e com um estilo de vida complicado. Nas capitais, já estão quase empatando com os homens em número de infartos", afirma o cardiologista Hermes Toros Xavier, editor da 5ª Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que serão publicadas em setembro no periódico "Arquivos Brasileiros de Cardiologia".

    Além de mais mulheres entrarem no perfil de alto risco, as metas máximas de colesterol LDL para quem está nesse patamar ou no intermediário (a partir de 5% de risco de evento cardiovascular em dez anos) vão mudar.

    Antes, alguém classificado como de alto risco podia ter como meta um LDL de até 100 mg/dl. Agora, o limite recomendado será de 70 mg/dl.

    Já quem está no perfil intermediário passa a ter como meta 100 mg/dl de LDL em vez de 130 mg/dl, como previam as diretrizes anteriores, publicadas em 2007.

    A consequência é clara: mais pessoas devem receber a indicação de tomar remédios para baixar o colesterol, as estatinas.

    "Até 2020, podemos ter um boom' de mortes cardiovasculares. Precisamos ter uma atividade preventiva mais proativa", afirma Xavier.

    O uso das estatinas em pessoas que já sofreram infartos já se provou eficaz em muitos estudos, reduzindo o risco de novos eventos cardiovasculares e mortes.

    O emprego desses remédios para evitar um primeiro infarto ou derrame continua a ser tema de estudos. Uma recente revisão de 18 pesquisas envolvendo 57 mil pessoas conduzida pela rede Cochrane, no entanto, mostrou que o uso de estatinas raramente causa efeitos colaterais graves e reduz em 14% o risco de morte por todas as causas.

    Alguns dos efeitos colaterais associados com o remédio são dores musculares e problemas no fígado.

    "Alguns dizem que a gente já prescreve estatina demais, mas no Brasil a maioria dos que precisam não toma, e a maior parte dos infartados não tem o colesterol controlado", afirma Raul Santos Filho, diretor da Sociedade Internacional de Aterosclerose.

    Segundo Xavier, o objetivo da publicação das novas diretrizes é fazer os médicos correrem atrás das metas e saírem da chamada "inércia terapêutica". "Não adianta só dar o remédio. Precisa atingir a meta. Hoje a maioria dos que tomam estatina tem uma redução pequena no LDL."

    (Folha de São Paulo)

    Jornalista: Débora Mismetti
  • Em PE, epidemia de diarreia é identificada em 86 cidades (O Globo) +

    01/08/2013 - A Secretaria Estadual de Saúde confirmou epidemia de diarreia aguda em 86 municípios de Pernambuco, a maior parte localizada na região semiárida, onde as populações ainda se ressentem da falta de água e dependem de carros pipa para o consumo doméstico.

    O estado informa que, em 2013, já foram computados 130,2 mil casos da doença, contra 87,6 mil em todo o ano de 2012. Houve ainda seis mortes, todas em municípios do agreste ou do sertão.

    Da mesma forma que em Alagoas, onde há um surto de diarreia, também existem mortes com suspeita de terem sido provocadas por consumo de água contaminada.

    Jornalista: Letícia Lins
  • Brasil sofre com baixa umidade relativa do ar (O Globo) +

    01/08/2013 - Boa parte do país conviverá com tempo seco até amanhã, com índice de umidade relativa do ar abaixo dos 30% em algumas localidades, informam meteorologistas. E isso deverá aumentar a incidência de problemas respiratórios, preveem médicos.

    Os mais afetados costumam ser idosos e crianças, diz Ana Paula Castro, médica do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e especialista em alergia e imunologia.

    De acordo com ela, o grau ótimo de umidade do ar fica entre 50% e 60%.

    — Quando está mais seco, há irritação das vias aéreas e aumento de catarro.

    Quem tem comprometimento pulmonar pode sofrer um pouco mais, como os asmáticos — conta Ana Paula.

    — Nossa recomendação é manter as vias aéreas úmidas com soluções fisiológicas, que têm a mesma concentração da lágrima.

    E, em casa, toalhas molhadas e bacias com água ajudam.

    Médico da emergência do Hospital Samaritano, em Botafogo, Marcelo Santino relata um aumento do número de casos de rinites, bronquites e asma.

    Ele recomenda a hidratação para combater o problema:

    — Neste clima seco, é importante se manter hidratado bebendo bastante água. Também é bom evitar a poeira, que pode agravar o problema.

    A poluição também é um agravante, lembra o alergista e imunologista Mario Geller.

    — Quanto menor a umidade, pior a repercussão dos poluentes atmosféricos — ressalta Geller.

    — Pacientes com asma, rinite e conjuntivite alérgicas, e também portadores de dermatite atópica estão entre os mais suscetíveis.

    Para quem sofre com o tempo seco, a previsão meteorológica não é muito boa.

    Não são esperadas chuvas ao menos até amanhã por causa de uma massa de ar seco que impede a formação de nuvens.

    — A umidade ficará baixa em várias localidades das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e interior nordestino — diz Fabio Rocha, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    — Em algumas cidades, a umidade poderá ficar abaixo de 30%, estado de atenção, que varia entre 20% e 30%, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

    Quando está ainda mais seco, entre 12% e 20%, é estágio de alerta. Abaixo de 12%, emergência.

    Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Marlene Leal, já há registros de cidades com umidade relativa do ar bem próxima a 20%, como Formoso do Araguaia e Paranã, em Tocantins.

    — Já no Rio, o problema é maior nas áreas afastadas da orla, como a Zona Oeste — explica Marlene. l

    Jornalista: Claudio Motta
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